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Dia dos Caçadores pelo Ambiente
1
de Junho de 2008
Foi deliberado
na reunião de Direcção da Federação
de Caçadores do Algarve do passado mês de Fevereiro que
no corrente ano de 2008 o dia 18 de Maio seria dedicado à
jornada anual de limpeza ambiental. No entanto, devido ao
interesse demonstrado pelo Senhor Ministro da Agricultura,
do Desenvolvimento Rural e das Pescas, Dr. Jaime Silva, em
participar activamente na jornada, foi designada uma nova
data, que passou a ser o dia 1 de Junho, em que também se
comemora o Dia Mundial da Criança.
Jornada
de limpeza anual
Recordamos que
a Federação
de Caçadores do Algarve realizou pela primeira vez, no dia 8 de Maio de 2005,
estas jornadas ambientais, dedicadas à defesa e preservação do Ambiente.
Em 2006,
a jornada de
limpeza estendeu-se a todo o País - no seguimento da
proposta apresentada pelo Presidente da Direcção da FCA
à Direcção da Confederação Nacional dos Caçadores Portugueses -, a
qual foi imediatamente aceite e, nesse ano o data
escolhida foi o dia 14 de
Maio de 2006.
Em 2007, o Dia
dos Caçadores pelo Ambiente foi assinalado a 20 de Maio,
tendo registado bastante sucesso, embora recolendo-se uma
quantidade ligeiramente menor que nos anos anteriores, o
que é compreensível.
Esta jornada ambiental consiste numa "grande operação de
limpeza" em todos os terrenos, ordenados ou não,
realizada numa data a definir anualmente, contando
com
o apoio das autarquias locais.
A próxima
está agendada para dia 1 de Junho, pretende atingir "uma
maior sensibilização em relação ao futuro e mostrar a necessidade
de melhor se cuidar do
ambiente, fazendo com que os terrenos mais limpos possam
originar menos incêndios ou outras calamidades que tanto
têm afectado a nossa região e o País em geral".
Definição
do evento
O
"Dia Nacional dos Caçadores pelo Ambiente", é
uma intervenção no terreno que visa no seu conjunto três
pontos muito importantes e marcantes para o sucesso da
iniciativa, sobretudo numa perspectiva de futuro.
1.º
Pretendemos explicar às populações que esta não é
apenas uma medida interventiva, mas sobretudo pedagógica,
educativa, lembrando também que os caçadores não vão
para o terreno recolher o seu próprio lixo, porque já o
fazem no final de cada jornada de caça. Aliás, os caçadores
sabem que é da sua responsabilidade deixar a natureza tal
como a encontram, isto é, limpa, não abandonado nos
locais por onde passam qualquer tipo de detrito.
2.º
Queremos com esta intervenção em defesa da natureza,
chamar a atenção de toda a população, afirmando desta
forma que estamos preocupados com a natureza, e que é
necessário que toda a população contribua para que
estas iniciativas se tornem desnecessárias, acabando uma
vez por todas com este acto menos cívico.
Lembramos que na nossa actividade cinegética, somos nós,
os caçadores que promovemos a natureza, criando e
sustentando o ordenamento, limpado, desmatando, semeando,
criando charcos, comedouros e bebedouros não apenas como
valores da cinegética que permitem o desenvolvimento das
jornadas de caça, mas também o apoio e a conservação
de todas as espécies protegidas.
Queremos que o habitat onde passamos a maior parte do
nosso tempo, seja um espaço limpo e agradável para
todos, onde seja apetecível o encontro do homem com a
natureza.
Desta forma, também pretendemos, com esta "Operação
de Limpeza", evitar que a natureza fique mais sensível
ou mais fragilizada em relação aos incêndios.
3.º
Finalmente é objectivo da Federação de Caçadores do
Algarve, reflectindo a vontade e o desejo de todos os caçadores
algarvios, tendo como fio condutor a importante e sensível
iniciativa realizada o ano passado em Castro Marim, que da
venda do produto dos metais recolhidos ofereceram duas
cadeiras de rodas a duas Instituições de carácter
Social, poder alargar esta iniciativa a todo o Algarve
para que no final da "Operação" e do resultado
da venda dos metais e ferros recolhidos, possamos ajudar a
minimizar algumas carências sociais de uma Instituição
Social de cada Concelho do Algarve.
800
toneladas de lixo recolhidas no primeiro ano
Os caçadores
algarvios arregaçaram as mangas, foram para o terreno e
proporcionaram um autêntico gesto cívico recolhendo
enormes quantidades de lixo que estão espalhados pelo
terrenos (ordenados ou não) do Algarve. O resultado foi
espantoso já que inicialmente estava calculada uma
recolha de 200 toneladas de lixo e monos, mas o resultado
foi outro: foram recolhidas mais de 800 toneladas de lixo.
Os materiais
metálicos são normalmente vendidos e o produto da venda
aplicado em electrodomésticos e televisores que são
oferecidos a Instituições Particulares de Solidariedade
Social indicadas pelas câmaras municipais, revertendo o
donativo na proporção da recolha efectuada no respectivo
concelho.
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