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O
novo desafio da Federação de Caçadores do Algarve e a Circunscrição Florestal do Sul
Considerando
o sector cinegético muito carenciado em termos técnicos
e profissionais e atendendo à sua especificidade e
relativa novidade em Portugal, a Federação de Caçadores
do Algarve apresentou uma candidatura no âmbito da
Medida AGRIS (Medida Agricultura e Desenvolvimento
Rural dos Programas Operacionais Regionais), Acção
8 (Dinamização do Desenvolvimento Agro-florestal e
Rural) sob o tema “Plano de Dinamização do
Sector da Caça no Algarve”, de forma a contribuir
para o desenvolvimento de um sector, que se
assume-se cada vez mais como um pilar da economia do
espaço rural e o qual se quer mais profissional e
sustentado.
Esta candidatura foi aprovada num montante total
elegível de 99 955,48 Euros. É um projecto que será
desenvolvido em parceria com o Núcleo Florestal do
Algarve, ao longo de um período de dois anos e terá
como área de actuação toda a região algarvia.
Tem como principal objectivo a dinamização do
sector da caça, através do aproveitamento das
potencialidades existentes, da utilização eficaz
de instrumentos de política disponíveis, e da
cooperação eficiente entre entidades gestoras de
caça, proprietários, agricultores e produtores
florestais no que respeita a questões de
ordenamento cinegético, gestão de caça, conservação
da fauna e de habitas.
A estratégia tem como base uma actuação
coordenada e integrada neste sector sobre os
aspectos mais deficientes, de forma a conduzir ao
seu profissionalismo e modernidade, e afigura-se
como decisivo na definição de um conjunto de
orientações estratégicas no âmbito do
ordenamento cinegético capazes de desenvolver e
valorizar o potencial existente.
As principais acções a desenvolver são:
- Estudo da região em termos de aptidão cinegética.
Objectiva dividir geograficamente o Algarve em
territórios de diferente aptidão cinegética, de
acordo com as potencialidades do meio e a ocorrência
de espécies, de forma a permitir encontrar um
conjunto de estratégias que visem o aproveitamento
e o desenvolvimento cinegético global da região do
Algarve;
- Apoio técnico aos clubes e associações de caçadores.
Objectiva a assistência e a colaboração
permanente no que respeita à criação de espaços
cinegéticos ordenados, à gestão dos existentes e
à formação dos caçadores;
- Divulgação de medidas do III QCA e apoio ao
investimento. Objectiva motivar os agentes do sector
à apresentação de candidaturas, atendendo à inércia
e desmotivação dos mesmos que se traduz numa baixa
taxa de execução dos distintos produtos
financeiros do III QCA;
- Definição e criação de modelos de gestão
cinegética. Objectiva determinar modelos de que
visem uma gestão sustentável dos recursos cinegéticos,
e contribuir para uma melhoria significativa na gestão
de terrenos cinegéticos ordenados;
- Elaboração de cadernos técnicos. Resumo do
estudo desenvolvido através do Plano de Acção,
destacando em especial, os aspectos que se julgam
mais importantes para a dinamização e
desenvolvimento da caça na região.
Estas acções visam sobretudo uma melhoria
significativa na gestão técnica dos recursos cinegéticos
e na administração de Zonas de Caça, o
desenvolvimento e valorização do património cinegético,
e a protecção do ambiente e dos recursos naturais
e faunísticos associados
Espera-se assim desta forma contribuir para o
crescimento e sustentabilidade do sector em todas as
suas vertentes, para o desenvolvimento do espaço
rural, e de uma maneira geral, produzir mais valias
intersectoriais, aumento de rendimentos e bem –
estar das comunidades rurais.
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